Portugal
Recuperar criptoativos após uma burla em Portugal
Diz o povo português: nem tudo o que luz é ouro. A plataforma que mostrava o seu saldo a crescer também luzia: gráficos limpos, lucros pontuais, um gestor sempre disponível. Até deixar de estar. Se perdeu dinheiro com criptoativos, saiba uma coisa: estes esquemas são construídos por profissionais. Ter sido enganado não é uma falha de carácter.
A RVK Recovery é um escritório de recuperação de criptoativos que trabalha com clientes em todo o país. Trabalha à distância e por escrito: analisa o que aconteceu, verifica se a entidade que o lesou já está perante um tribunal e diz-lhe com clareza se existe um caminho prático.
Três regras fixas:
- Nunca pede frases de recuperação, chaves privadas nem acesso remoto ao seu computador ou telemóvel.
- Cobra 12,5% apenas quando o dinheiro recuperado chega à conta bancária do cliente.
- A primeira análise é confidencial, por escrito e sem compromisso.

O que fazer nos primeiros dias
Guarde todas as provas: e-mails, mensagens, capturas de ecrã, comprovativos de transferência, identificadores de transação (TXID) e endereços de carteira. Não apague nada.
Não envie mais dinheiro: nem comissões, nem impostos, nem "custos de desbloqueio". Esse pedido é a segunda fase da mesma burla.
Se pagou por transferência ou cartão, contacte de imediato o seu banco e comunique a fraude.
Apresente queixa junto da Polícia Judiciária, presencialmente ou pela queixa eletrónica, ou ainda da PSP, da GNR ou do Ministério Público. Pode também consultar os alertas do Banco de Portugal e da CMVM (Linha de Apoio ao Investidor, 800 205 339). Estes canais são indicados como informação, não como respaldo.
Desconfie de quem o contacta primeiro a oferecer recuperação: é a segunda burla, e chega poucos dias depois da primeira.
O que o escritório analisa
- Falsas plataformas de investimento, o padrão mais denunciado em Portugal, muitas com imagem roubada de figuras públicas.
- Burla romântica e "pig butchering" no TikTok, no WhatsApp ou no Telegram.
- Phishing, imitação de exchanges legítimos e SIM swap.
- Acesso perdido: palavras-passe esquecidas, segundo fator perdido, carteiras danificadas, registos incompletos.
- Bloqueios e litígios documentados com exchanges genuínos.
- Heranças que incluem criptoativos com documentação incompleta.
Como estes casos aparecem em Portugal
O Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República recebe, todos os anos desde 2021, denúncias de falsas plataformas de criptoativos: 139 em 2024, 135 em 2025. Nas Caldas da Rainha, duas vítimas perderam mais de 140 mil euros depois de anúncios com rostos conhecidos.
De Lisboa ao Porto, a Braga, Coimbra ou Faro, o mecanismo repete-se: um anúncio, um suposto gestor, lucros simulados e, ao tentar levantar o dinheiro, a exigência de novos pagamentos. A RVK Recovery é um escritório remoto: não publica telefone, e a única morada indicada é a sede social no Reino Unido apresentada no rodapé de cada página, como exige a lei das sociedades, e que não recebe visitas de clientes; tudo o que é importante fica por escrito.
Honorários, segurança e jurisdição
O honorário é de 12,5% e só é devido quando o dinheiro recuperado chega à conta bancária do cliente. Sem pagamento antecipado, sem tarifa à hora, sem transferência de criptomoedas para abrir um processo. Se não houver recuperação através do trabalho do escritório, nada é devido.
A segurança não é negociável. A RVK Recovery nunca pede frases de recuperação, chaves privadas, palavras-passe, códigos de segundo fator nem acesso remoto (AnyDesk, TeamViewer, UltraViewer, Chrome Remote Desktop ou qualquer partilha de ecrã). Também nunca pedirá que transfira as moedas que lhe restam como prova. Quem pedir essas coisas em nome do escritório é um impostor: confirme abrindo rvkrecovery.com por iniciativa própria, nunca por uma ligação recebida.
Não há garantia de recuperação e o escritório não publica taxas de sucesso. Alguns casos não têm caminho prático; se for o seu caso, ser-lhe-á dito por escrito.
Jurisdição: a RVK Recovery não aceita clientes que sejam cidadãos ou residentes permanentes dos Estados Unidos, da Alemanha, de Itália ou de França. Qualquer outro país, incluindo Portugal, pode ser considerado. Cada processo é avaliado consoante a lei aplicável, a contraparte, a prova e a viabilidade da execução.
Se o processo avançar, as regras de prevenção do branqueamento de capitais exigem confirmar que o correspondente é a vítima dessa perda concreta. A prova faz-se com documentos e registos, nunca com uma transferência de moedas.
Perguntas frequentes
É possível recuperar criptoativos perdidos numa burla?
Por vezes. Depende de os fundos poderem ser seguidos até um exchange ou entidade identificável, da prova, da jurisdição e do tempo decorrido. A análise não garante qualquer resultado.
Quanto custa a análise inicial?
Nada. A primeira análise é gratuita e sem compromisso. Os 12,5% só são cobrados se o dinheiro recuperado chegar ao seu banco.
Vão pedir-me a frase de recuperação ou acesso remoto?
Nunca. Nem frase de recuperação, nem chaves privadas, nem palavras-passe, nem programas de acesso remoto. Quem o fizer em nome da RVK Recovery não é a RVK Recovery.
Qual é o prazo para apresentar queixa?
Em regra, seis meses a contar do conhecimento do crime, tratando-se de burla simples. É uma informação geral, não um parecer sobre o seu caso.
Já paguei a uma empresa de recuperação. Ainda vale a pena?
Vale. Trate esse pagamento como perda adicional e não envie mais nada. Pode descrever os dois episódios no formulário.
Análise confidencial
Bastam seis respostas: nome completo, e-mail, país e telefone, valor aproximado perdido em dólares americanos, tipo de caso e um breve relato do que aconteceu (até 5.000 caracteres). Não são precisos documentos de identidade para esta primeira verificação. Um especialista responde por escrito dentro de dias úteis.